Hoje Encontámos os meninos do Jardim de Infância do Agrupamento de Escolas de Queluz (http://www.eb1-queluz-n2.rcts.pt/).
Levámos os nossos sacos de pano carregados de histórias e sobretudo, levámos disponibilidade, amor e verdade nas histórias!
No âmbito da Semana da Leitura, este jardim de infância organizou-se para nos receber. Estivemos com pequenos e graúdos. Estes últimos estiveram presentes num número espantoso!
Voltámos com o espírito rejuvenescido, com alma quente.
Voltámos cheios de sorrisos sinceros, cheios de pequenos nadas.
Voltámos cheios de mais certeza que vale a pena...
Os meninos deste Jardim de Infância encheram-nos de lágrimas salgadas quando nos entregaram esta caixa cheia de livros, para o projecto "Enconta-me que eu gosto". Uma caixa cheia de amor!
Obrigada por estarem no nosso caminho! Obrigada especial à grande amiga Luísa Mendes que se lembrou de nós!
terça-feira, maio 17, 2011
segunda-feira, maio 16, 2011
"Comandante Hussi" vai Encontar... e nós gostamos
Chegou até nós uma pérola rara... "Comandante Hussi" !!! (texto Jorge Araújo -- ilustração Pedro Sousa Pereira -- ed. Quetzal, 2003)
Um livro que também nos fala dos dolorosos momentos de guerra africana. Um livro que, sobretudo nos fala, de grandes valores como o amor, a amizade, a coragem. A vida.
Um amor, em tempo de guerra, entre um menino franzino - Hussi, e a sua bicicleta.
Uma história simples, ou talvez o pareça porque foi escrita por quem também viveu alguns destes momentos de guerra, porque tem uma capacidade de se continuar a encantar com histórias feitas de pequenos nadas. Uma história que nos limpa o caminho à medida que nela caminhamos.
Uma história em prosa, onde cada frase é poesia!
Uma escrita com mel! Jorge Araújo já há muito que nos habituou a ouvir as suas histórias e nós gostamos!
Encontaremos também com o Hussi... Obrigada!
(...)
"- Logo que acabar a guerra venho buscar-te.
- Prometes?
- Prometo - respondeu Hussi enquanto deitava mais uma pazada de terra e cruzava os dedos, por detrás das costas, para dar sorte.
A bicicleta podia finalmente hibernar descansada. Sabia que Hussi era um menino de palavra. Que não ficaria enterrada até ao final dos tempos.
- Vai com Deus - disse com a voz empoeirada de emoção.
- Tens a certeza que não precisas de mais nada?
- Fura o dedo e faz um pacto comigo.
Agora já não eram apenas amigos, eram unha com carne, irmãos de sangue. Hussi respirou fundo, deitou um último bocado de terra, colocou as pedras calcinadas em círculo, retirou do pescoço o talismã que o feiticeiro lhe oferecera e colocou-o sobre o monte de cinzas. Antes de partir enfiou a sua flauta, feita com um tubo de electricidade, terra abaixo.
- Assim podes ver o sol... podes respirar.
Não haveria nada nem ninguém capaz de matar a sua bicicleta. Hussi compreendera finalmente o que é uma guerra - não, não é o fim do mundo nem o princípio de outro. É o dia em que foi obrigado a deixar para trás a sua bicicleta. (...)"
Porque é a sonhar que vencemos todas as guerras!
Um livro que também nos fala dos dolorosos momentos de guerra africana. Um livro que, sobretudo nos fala, de grandes valores como o amor, a amizade, a coragem. A vida.
Um amor, em tempo de guerra, entre um menino franzino - Hussi, e a sua bicicleta.
Uma história simples, ou talvez o pareça porque foi escrita por quem também viveu alguns destes momentos de guerra, porque tem uma capacidade de se continuar a encantar com histórias feitas de pequenos nadas. Uma história que nos limpa o caminho à medida que nela caminhamos.
Uma história em prosa, onde cada frase é poesia!
Uma escrita com mel! Jorge Araújo já há muito que nos habituou a ouvir as suas histórias e nós gostamos!
Encontaremos também com o Hussi... Obrigada!
(...)
"- Logo que acabar a guerra venho buscar-te.
- Prometes?
- Prometo - respondeu Hussi enquanto deitava mais uma pazada de terra e cruzava os dedos, por detrás das costas, para dar sorte.
A bicicleta podia finalmente hibernar descansada. Sabia que Hussi era um menino de palavra. Que não ficaria enterrada até ao final dos tempos.
- Vai com Deus - disse com a voz empoeirada de emoção.
- Tens a certeza que não precisas de mais nada?
- Fura o dedo e faz um pacto comigo.
Agora já não eram apenas amigos, eram unha com carne, irmãos de sangue. Hussi respirou fundo, deitou um último bocado de terra, colocou as pedras calcinadas em círculo, retirou do pescoço o talismã que o feiticeiro lhe oferecera e colocou-o sobre o monte de cinzas. Antes de partir enfiou a sua flauta, feita com um tubo de electricidade, terra abaixo.
- Assim podes ver o sol... podes respirar.
Não haveria nada nem ninguém capaz de matar a sua bicicleta. Hussi compreendera finalmente o que é uma guerra - não, não é o fim do mundo nem o princípio de outro. É o dia em que foi obrigado a deixar para trás a sua bicicleta. (...)"
Porque é a sonhar que vencemos todas as guerras!
sábado, maio 14, 2011
Manuel António Pina é o Prémio máximo de Língua Portuguesa!
Ficamos sempre Encontados quando recebemos notícias como a da entrega do Prémio Camões a Manuel António Pina!
É um homem que Enconta com as palavras, que lhes dá o lugar justo, que lhes dá o brilho certo... que nos deixa de pernas para o ar; que troca o têpluquê; que nos conta histórias, de princesas e príncipes, que começam noutro lugar onde viveram felizes para sempre ...
Manuel António Pina respeita as palavras no jornalismo, na poesia, na literatura infanto-juvenil, no teatro.
Manuel António Pina constrói-nos todos os dias, num lugar incerto, com a palavra certa!

Os prémios valem pelo que são... um reconhecimento público e, as palavras de Manuel António Pina, já mereciam este lugar! A literatura infanto-juvenil portuguesa veio a público pelas mãos de um grande Homem! Esperamos conseguir viver felizes todos os dias para saborear a sua obra!
Muitas vezes Encontamos com uma história sua... aquela que começa pelo fim, aliás, por outro lugar do fim...
Era uma vez um príncipe e uma princesa que se casaram e foram felizes para sempre. Mas “para sempre” é muito tempo com o passar dos anos, a felicidade do príncipe e da princesa começou a ter um sabor estranho e a tornar-se, como hei-de dizer?, um pouco aborrecida.
É um homem que Enconta com as palavras, que lhes dá o lugar justo, que lhes dá o brilho certo... que nos deixa de pernas para o ar; que troca o têpluquê; que nos conta histórias, de princesas e príncipes, que começam noutro lugar onde viveram felizes para sempre ...
Manuel António Pina respeita as palavras no jornalismo, na poesia, na literatura infanto-juvenil, no teatro.
Manuel António Pina constrói-nos todos os dias, num lugar incerto, com a palavra certa!
Os prémios valem pelo que são... um reconhecimento público e, as palavras de Manuel António Pina, já mereciam este lugar! A literatura infanto-juvenil portuguesa veio a público pelas mãos de um grande Homem! Esperamos conseguir viver felizes todos os dias para saborear a sua obra!
Muitas vezes Encontamos com uma história sua... aquela que começa pelo fim, aliás, por outro lugar do fim...
Era uma vez um príncipe e uma princesa que se casaram e foram felizes para sempre. Mas “para sempre” é muito tempo com o passar dos anos, a felicidade do príncipe e da princesa começou a ter um sabor estranho e a tornar-se, como hei-de dizer?, um pouco aborrecida.
- Que saudades eu tenho de quando era guardadora de patos!, dizia a princesa.
- E eu que saudades tenho de quando era sapo, e esperava que tu chegasses e me beijasses para quebrar o feitiço!, dizia melancolicamente o príncipe.
(O príncipe e a princesa estavam já a ficar velhos e e confundiam frequentemente as coisas, misturando com a sua história as histórias de outros príncipes e outras princesas de que tinham ouvido falar).
Um dia, passeando nos jardins do palácio, de mãos dadas, como sempre, concluíram que eram felizes há tanto tempo que já nem sabiam bem o que era a felicidade, e que, se ao menos se lembrassem de alguma coisa infeliz, talvez pudessem de novo aperceber-se de como eram felizes.
Chamaram então os cortesãos para que eles lhes falassem de coisas infelizes e tristes. Mas os cortesãos, como já tinha passado muito tempo, também já não se lembravam. A única coisa de que um deles, depois de um grande esforço, foi capaz de lembrar-se foi de que lhe parecia que estar triste era triste.
Mas quando lhe perguntaram o que era estar triste ficou longos minutos em silêncio, a puxar pelas recordações, e não conseguiu lembrar-se de mais nada (a não ser, lembrou-se de repente, de que deixara as chaves de casa no bolso das calças que tinha mandado para a lavandaria!).
- O que eu dava por um pouco, um pouco só, de tristeza! – dizia o príncipe abanando a cabeça.
- Assim nem sabemos se somos felizes ou não. Devemos ser, mas não temos a certeza… - Acrescentava a princesa.
Pediram ajuda à Fada Madrinha, que lhes fazia todas as vontades, mas a Fada Madrinha era uma Fada Boa e não podia fazer maldades nem provocar tristeza, e por isso não lhes pôde valer.
Passou muito, muito tempo, até que um dia, o Bobo, que tinha frequentemente ideias malucas, teve uma ideia maluca: e se tudo aquilo fosse uma grande maldade da Bruxa Má? Se ela tivesse rodeado o príncipe e a princesa de felicidade por todos os lados e os tivesse aprisionado? Se todos, até ele, que também era (julgava que era, mas também já não tinha a certeza…) feliz, fossem afinal prisioneiros da Bruxa Má?
Era uma ideia maluca, e o Bobo não se atreveu a falar a ninguém. Mas, a partir desses dia, passou a procurar desesperadamente uma saída que desse para Qualquer-Sítio, por onde pudesse passar para o outro lado da muralha da felicidade. Até que, numa certa tarde, decidiu meter-se por um buraco que lhe pareceu apropriado para ir dar a Qualquer-Sítio.
Porém, ao longo de tantos e tantos anos de felicidade, o Bobo tinha engordado muito e, mal se enfiou no buraco, ficou preso pela barriga, sem poder continuar nem voltar para trás.
O príncipe e a princesa deram pela falta do Bobo e ficaram muito aflitos, porque eram muito, muito amigos dele. Ajudados pelos cortesãos, procuraram-no por toda a parte. Mas chegou a noite e o Bobo não apareceu.
Então, nessa noite, ao jantar, a princesa, olhando a cadeira vazia do Bobo à mesa, sentiu uma impressão estranha: uma espécie de não sabia bem o quê, não sabia bem onde, como se o seu coração, de repente, se tivesse tornado mais pequeno.
E o príncipe pegou-lhe na mão e sussurrou:
- Também eu. Será que … - a sua voz estremeceu – será que estamos tristes?!
E então, de repente, perceberam:
- Estamos tristes, estamos tristes!, gritaram os dois, saltando alvoroçados nos cadeirões.
Ficaram contentíssimos por estarem tristes. Mas, ao mesmo tempo, ficaram tristes. Porque continuavam sem saber o que teria acontecido ao Bobo.
- Que grande infelicidade, disse a princesa voltando a sentar-se. – E se o Bobo morreu? – E, pela primeira vez desde há muitos, muitos anos, dos seus olhos correram de novo, ligeirinhas, as lágrimas. Estavam tão desabitadas, as lágrimas, que, primeiro, assomaram timidamente aos cantos dos olhos da princesa, espreitando, hesitantes, e só depois ganharam coragem e se decidiram a correr-lhe, duas a duas, pelas faces.
- São salgadas, disse, surpreendida, a princesa.
- As saladas?..., perguntou o príncipe sem compreender.
- Não, as lágrimas…
Nas semanas seguintes, como o Bobo continuava sem aparecer, o príncipe e a princesa passaram terríveis dias de tristeza e aflição.
Até que, como esteve muito tempo sem comer, metido no buraco, o Bobo emagreceu. E tanto emagreceu que, finalmente, conseguiu safar-se, e voltou, cheio de fome, ao Palácio, onde foi recebido com grandes festas.
- E eu que saudades tenho de quando era sapo, e esperava que tu chegasses e me beijasses para quebrar o feitiço!, dizia melancolicamente o príncipe.
(O príncipe e a princesa estavam já a ficar velhos e e confundiam frequentemente as coisas, misturando com a sua história as histórias de outros príncipes e outras princesas de que tinham ouvido falar).
Um dia, passeando nos jardins do palácio, de mãos dadas, como sempre, concluíram que eram felizes há tanto tempo que já nem sabiam bem o que era a felicidade, e que, se ao menos se lembrassem de alguma coisa infeliz, talvez pudessem de novo aperceber-se de como eram felizes.
Chamaram então os cortesãos para que eles lhes falassem de coisas infelizes e tristes. Mas os cortesãos, como já tinha passado muito tempo, também já não se lembravam. A única coisa de que um deles, depois de um grande esforço, foi capaz de lembrar-se foi de que lhe parecia que estar triste era triste.
Mas quando lhe perguntaram o que era estar triste ficou longos minutos em silêncio, a puxar pelas recordações, e não conseguiu lembrar-se de mais nada (a não ser, lembrou-se de repente, de que deixara as chaves de casa no bolso das calças que tinha mandado para a lavandaria!).
- O que eu dava por um pouco, um pouco só, de tristeza! – dizia o príncipe abanando a cabeça.
- Assim nem sabemos se somos felizes ou não. Devemos ser, mas não temos a certeza… - Acrescentava a princesa.
Pediram ajuda à Fada Madrinha, que lhes fazia todas as vontades, mas a Fada Madrinha era uma Fada Boa e não podia fazer maldades nem provocar tristeza, e por isso não lhes pôde valer.
Passou muito, muito tempo, até que um dia, o Bobo, que tinha frequentemente ideias malucas, teve uma ideia maluca: e se tudo aquilo fosse uma grande maldade da Bruxa Má? Se ela tivesse rodeado o príncipe e a princesa de felicidade por todos os lados e os tivesse aprisionado? Se todos, até ele, que também era (julgava que era, mas também já não tinha a certeza…) feliz, fossem afinal prisioneiros da Bruxa Má?
Era uma ideia maluca, e o Bobo não se atreveu a falar a ninguém. Mas, a partir desses dia, passou a procurar desesperadamente uma saída que desse para Qualquer-Sítio, por onde pudesse passar para o outro lado da muralha da felicidade. Até que, numa certa tarde, decidiu meter-se por um buraco que lhe pareceu apropriado para ir dar a Qualquer-Sítio.
Porém, ao longo de tantos e tantos anos de felicidade, o Bobo tinha engordado muito e, mal se enfiou no buraco, ficou preso pela barriga, sem poder continuar nem voltar para trás.
O príncipe e a princesa deram pela falta do Bobo e ficaram muito aflitos, porque eram muito, muito amigos dele. Ajudados pelos cortesãos, procuraram-no por toda a parte. Mas chegou a noite e o Bobo não apareceu.
Então, nessa noite, ao jantar, a princesa, olhando a cadeira vazia do Bobo à mesa, sentiu uma impressão estranha: uma espécie de não sabia bem o quê, não sabia bem onde, como se o seu coração, de repente, se tivesse tornado mais pequeno.
E o príncipe pegou-lhe na mão e sussurrou:
- Também eu. Será que … - a sua voz estremeceu – será que estamos tristes?!
E então, de repente, perceberam:
- Estamos tristes, estamos tristes!, gritaram os dois, saltando alvoroçados nos cadeirões.
Ficaram contentíssimos por estarem tristes. Mas, ao mesmo tempo, ficaram tristes. Porque continuavam sem saber o que teria acontecido ao Bobo.
- Que grande infelicidade, disse a princesa voltando a sentar-se. – E se o Bobo morreu? – E, pela primeira vez desde há muitos, muitos anos, dos seus olhos correram de novo, ligeirinhas, as lágrimas. Estavam tão desabitadas, as lágrimas, que, primeiro, assomaram timidamente aos cantos dos olhos da princesa, espreitando, hesitantes, e só depois ganharam coragem e se decidiram a correr-lhe, duas a duas, pelas faces.
- São salgadas, disse, surpreendida, a princesa.
- As saladas?..., perguntou o príncipe sem compreender.
- Não, as lágrimas…
Nas semanas seguintes, como o Bobo continuava sem aparecer, o príncipe e a princesa passaram terríveis dias de tristeza e aflição.
Até que, como esteve muito tempo sem comer, metido no buraco, o Bobo emagreceu. E tanto emagreceu que, finalmente, conseguiu safar-se, e voltou, cheio de fome, ao Palácio, onde foi recebido com grandes festas.
E voltaram todos a viver felizes para sempre!!!
Retirado do livro “Histórias que me contaste tu”
de Manuel António Pina
Retirado do livro “Histórias que me contaste tu”
de Manuel António Pina
Manuel António Pina... Enconta-nos que nós gostamos!!!
quarta-feira, maio 11, 2011
Continuamos a receber livros ...
Domingo foi mais um bom dia para receber livros... desta vez foi a Educadora Natalina Coias que espalhou a notícia, na Escola Nova Apostólica http://www.novaapostolica.org/ !!! A notícia espalhou-se e ao que parece muito bem, pois estes meninos, ofereceram dois sacos e uma caixa, cheios de livros, puzzles e jogos ao nosso/vosso "Enconta-me que eu gosto". Nós mais uma vez agradecemos MUITO a estes meninos, pais, educadores, directores...
A propósito...o nome da Natalina Coias não é estranho para ninguém, mas se houver quem ainda não a conheça, por favor espreite aqui: http://pintarriscos.blogspot.com/2009/04/lancamento-do-livro-hoje-nao-quero_19.html

"Hoje não quero dormir!!!"
Texto de Alexandre Honrado
Ilustração de Natalina Coias
Ed. Livros Horizonte
A propósito...o nome da Natalina Coias não é estranho para ninguém, mas se houver quem ainda não a conheça, por favor espreite aqui: http://pintarriscos.blogspot.com/2009/04/lancamento-do-livro-hoje-nao-quero_19.html

"Hoje não quero dormir!!!"
Texto de Alexandre Honrado
Ilustração de Natalina Coias
Ed. Livros Horizonte
quinta-feira, abril 28, 2011
Inauguração da Biblioteca Escolar do Hospital Dona Estefânia
É já amanhã que se inaugura a biblioteca escolar do Hospital Dona Estefânia e nós ficamos felizes...
Vamos encontar os meninos que por lá passarem... e esperamos que eles gostem ...!
Vamos encontar os meninos que por lá passarem... e esperamos que eles gostem ...!
terça-feira, abril 26, 2011
Formação "Enconto e Encontros" - Instituto Piaget Almada
Já fazia falta...
há uns anos atrás o Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa e o Instituto Piaget organizaram uma formação "Workshop de Contadores de Histórias". Conhecemos ou reencontrámos nomes como Paula Pina, Francislei Moreira, Teresa Paulitos, António Torrado, Beatriz Quintela, Mafalda Milhões, Mª da Conceição Costa, Alberto Goes, Rita Alves, Marta Cordeiro, Eduardo Sá, Vitor Bártolo, João Lobo e o grande Carles Garcia Domingos...
Desta vez, e tendo em conta os pedidos e conjunturas, organizou-se uma formação mais pequena mas igualmente valiosa!!!
Vamos ter connosco a Maria Teresa Meireles, a Mafalda Milhões e o "cuentero" Nicolás Buenaventura Vidal
DIA 28 MAIO ->
10h-13h Maria Teresa Meireles "Conto, Contadores e Imaginário Tradicional"
15h-18h Mafalda Milhões "Intimidades na Leitura"
DIA 9 JUNHO ->
19 - 20.30h Espectáculo com o cuentero Nicolás Buenaventura Vidal
Inscrições:
30€ público geral
15€ alunos do Instituto Piaget; funcionários do Instituto Piaget e Nuclisol; Monitores AEC e CAF contratados pelo IP
5€ somente o espectáculo do Nicolás Buenaventura Vidal
mais informações em: cancioneiro@almada.ipiaget.org
É um sonho concretizado!!!
há uns anos atrás o Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa e o Instituto Piaget organizaram uma formação "Workshop de Contadores de Histórias". Conhecemos ou reencontrámos nomes como Paula Pina, Francislei Moreira, Teresa Paulitos, António Torrado, Beatriz Quintela, Mafalda Milhões, Mª da Conceição Costa, Alberto Goes, Rita Alves, Marta Cordeiro, Eduardo Sá, Vitor Bártolo, João Lobo e o grande Carles Garcia Domingos...
Desta vez, e tendo em conta os pedidos e conjunturas, organizou-se uma formação mais pequena mas igualmente valiosa!!!
Vamos ter connosco a Maria Teresa Meireles, a Mafalda Milhões e o "cuentero" Nicolás Buenaventura Vidal
DIA 28 MAIO ->
10h-13h Maria Teresa Meireles "Conto, Contadores e Imaginário Tradicional"
15h-18h Mafalda Milhões "Intimidades na Leitura"
DIA 9 JUNHO ->
19 - 20.30h Espectáculo com o cuentero Nicolás Buenaventura Vidal
Inscrições:
30€ público geral
15€ alunos do Instituto Piaget; funcionários do Instituto Piaget e Nuclisol; Monitores AEC e CAF contratados pelo IP
5€ somente o espectáculo do Nicolás Buenaventura Vidal
mais informações em: cancioneiro@almada.ipiaget.org
![]() |
| Nicolás Buenaventura Vidal (imagem de Kosmopolis, Centre de Cultura Contemporània de Barcelona) |
É um sonho concretizado!!!
quarta-feira, abril 20, 2011
Enconta-me que eu gosto...
As Histórias de Aconchego renasceram e para celebrar este facto resolvemos rebaptizar este projecto...
Brincámos com palavras, frases, expressões, personagens ... resultado:
"Enconta-me que eu gosto"
(contadores de histórias em ambiente hospitalar)
Queremos encantar com histórias...
Queremos contar encantados
Queremos encantar contando
Queremos encantos e contos... que nós gostamos !!!
Brincámos com palavras, frases, expressões, personagens ... resultado:
"Enconta-me que eu gosto"
(contadores de histórias em ambiente hospitalar)
Queremos encantar com histórias...
Queremos contar encantados
Queremos encantar contando
Queremos encantos e contos... que nós gostamos !!!
segunda-feira, março 28, 2011
Na ZDB foi uma festa!
Anunciámos o desejo de receber livros e fomos ouvidos! A Galeria Zé dos Bois (www.zedosbois.org) ouviu o nosso apelo e no dia 25 de Março ofereceu-nos o seu espaço para recolha de livros. Contrariamente ao que se passa no mundo, o saldo foi positivo! Juntámos à nossa velhinha colecção mais 49 exemplares de literatura e um saco cheio de DVD's para a biblioteca itinerante das Histórias de Aconchego! Agradecemos a todos os que levaram livros, DVD's, aos que não levaram mas perguntaram, aos que não levaram mas ficaram de levar, a todos os que sorriram quando souberam deste projecto! Agradecemos também a um autor bem conhecido das nossas histórias... Jorge Araújo, que nos ofereceu alguns exemplares do seu "Beija-Mim", para alimentarem os sonhos das crianças e adolescentes do HDE! No meio de tantas crises, é bom sentir que a amizade, a solidariedade, a sensibilidade não são valores em crise! Obrigada! Continuamos a aceitar livros (dos 0 aos 100) Local de entrega: Gabinete de Comunicação do Hospital Dona Estefânia (1º gabinete na entrada principal) e Instituto Piaget (a/c Rita Alves, Almada - junto à estação de comboio da Fertagus Pragal)
segunda-feira, março 21, 2011
Precisamos de livros... doe os seus livros

As histórias que sempre aconchegaram os meninos do Dona Estefânia nunca foram muitas!
Os contadores levam os seus livros de casa, levam a sua voz e memória. A biblioteca itinerante existente, que pertence à Liga dos Amigos do HDE, tem alguns livros infanto-juvenis mas devia estar mais rica, mais aconchegante.
Como sabem, neste momento, a pediatria alcança todas as pessoas dos 0 aos 18 anos e a nossa biblioteca não tem capacidade de resposta para esta mudança.
Apelamos aqui às vossas bibliotecas, ao vosso empenho, aos vossos amigos para fazerem uma colecta de livros (todos os géneros) e doaram às Histórias de Aconchego.
A Galeria Zé dos Bois (25 de março, sexta-feira, 22 horas) vai começar a recolher livros. Têm hipóteses de ajudar dois projectos com gente de qualidade! Apareçam e tragam um livro na mão... e não se esqueçam do Zeca "traz outro amigo também!!!"
Podem também fazê-los chegar ao Gabinete de Comunicação do HDE ou ao Instituto Piaget - Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa (Almada) cancioneiro@almada.ipiaget.org
sexta-feira, março 18, 2011

Entre burocracias, ultimatos, alterações de nomes, pedidos de ajuda, recepção de sorrisos podemos dizer que em Maio, à segunda e quarta-feira, vamos voltar a estar no Hospital Dona Estefânia.
Um pedido urgente e que impere é a aquisição de livros... livros infanto-juvenis; ficção; poesia; romances; banda desenhada... tudo o que nos poderem fazer chegar ao HDE!
quarta-feira, março 16, 2011
Foi há muito, muito tempo...
Foi há muito, muito tempo que deixámos físicamente este projecto. Emocionalmente foi difícil mas nunca perdemos a esperança de voltar ...
Passados quase cinco anos anunciamos o VOLTAR DAS "HISTÓRIAS DE ACONCHEGO" !!!
Estamos a ultimar os pormenores...
Até já
Passados quase cinco anos anunciamos o VOLTAR DAS "HISTÓRIAS DE ACONCHEGO" !!!
Estamos a ultimar os pormenores...
Até já
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
"Histórias de Aconchego" dizem obrigada !

Vários têm sido os apoios a este projecto e não podemos deixar de agradecer publicamente esse facto.
O Instituto Piaget, a instituição onde trabalhamos, mais precisamente no Centro de Literatura para a Infância - Instituto Piaget (CLIIP) e que deu todo o apoio administrativo, financeiro e burocrático a este projecto.
O Hospital Dona Estefânia a instituição que acolheu esta ideia, a apoia e nela acredita em especial a Dra. Cecília Galvão.
A Cristiana e a Sara que aceitaram criar os nossos aventais utilizando as frases de vários meninos, que participaram no concurso poético do CLIIP.
A Michele que de forma tão calorosa e entusiasta aceitou criar as nossas roupas coloridas e cheias de motivos em feltro.
As cores vivas são representativas daquilo que queremos... levar cor, alegria e vida em histórias de aconchego.
A todas as pessoas que estão connosco deixamos um obrigada do tamanho dos nossos desejos !!!
Novidades das "Histórias de Aconchego"

As "Histórias de Aconchego" têm andado pelos corredores do Hospital Dona Estefânia numa grande azáfama! A biblioteca, os livros e as histórias não param de circular e de fazer o encanto de quem quer estar com elas. Entre as "Histórias de Aconchego" e os nossos meninos já existem grandes amizades e cumplicidades!
Deixamo-vos mais um pormenor do nosso trabalho... nos serviços de Ortopedia e Cirúrgia Otorrino estão estas duas caixas de depósito de livros. São caixas com frases muito inspiradoras e bonitas de meninos e meninas poetas! Frases que aconchegam e elevam qualquer pessoa que as leia.
É nestas caixas que ficam guardados os livros já lidos e relidos pelas crianças de ambos os serviços. Todas as segundas e quartas-feiras elas são esvaziadas ficando depois a aguardar por mais histórias.
E assim acaba o conto ... é guardar e pronto...
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Objectivos das "Histórias de Aconchego"

(acima de tudo queremos proporcionar momentos de prazer e alegria através dos livros, das histórias, da poesia e da brincadeira...)
São objectivos deste projecto:
* Promover bem-estar à criança e família hospitalizada através da literatura para a infância e juventude;
* Estimular a criatividade e auto-estima;
* Fortalecer o gosto pela leitura e escrita;
* Sensibilizar para a literatura tradicional;
* Dinamizar um “espaço” de literatura para infância e juventude (participação de pais, educadores, professores, pessoal dos serviços médicos etc.);
* Dinamizar a biblioteca itinerante da Liga dos Amigos do Hospital Dona Estefânia;
* Promover a reconstituição de um espaço de vitalidade, de preservação e de desenvolvimento da saúde psíquica para as crianças em situação de internamento hospitalar;
* Facilitar a integração das crianças e dos seus familiares no hospital, através da mediação de leitura;
* Ter uma biblioteca viva dentro do hospital, que seja utilizada por todas as partes envolvidas no processo de internamento de uma criança.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Histórias de Aconchego
Porquê... "Histórias de Aconchego"?
Toda a gente sabe da dificuldade de "baptizar" um projecto; para nós essa tarefa também foi difícil . Chegámos a esta designação juntando dois aspectos fundamentais: as histórias (a nossa matéria-prima) e o papel que nós queríamos que elas desempenhassem junto das crianças hospitalizadas. Desta forma, pensámos no que alguém mais necessita quando está numa situação de internamento hospitalar: Rapidamente chegámos à palavra "aconchego" como forma de compensar uma falta (do seu espaço, da vontade de sorrir, dos familiares, do seu animal de estimação, dos seus amigos, da sua vida normal).
Toda a gente sabe da dificuldade de "baptizar" um projecto; para nós essa tarefa também foi difícil . Chegámos a esta designação juntando dois aspectos fundamentais: as histórias (a nossa matéria-prima) e o papel que nós queríamos que elas desempenhassem junto das crianças hospitalizadas. Desta forma, pensámos no que alguém mais necessita quando está numa situação de internamento hospitalar: Rapidamente chegámos à palavra "aconchego" como forma de compensar uma falta (do seu espaço, da vontade de sorrir, dos familiares, do seu animal de estimação, dos seus amigos, da sua vida normal).
quinta-feira, novembro 17, 2005
Origem do Projecto "Histórias de Aconchego"
O projecto "Histórias de Aconchego" surge mediante o interesse e a vontade de duas instituições: o Instituto Piaget, mais propriamente o Centro de Literatura para a Infância do Instituto Piaget (ex-Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa) e o Hospital Dona Estefânia.
Por um lado, elementos da equipa do CLIIP gostariam de continuar a exercer as suas actividades de dinamização do livro, em ambiente hospitalar; por outro lado, o H.D.E. sentia que os livros deveriam voltar a circular pelos serviços do hospital e tinham todas as condições necessárias para que tal acontecesse. Em posse da Liga dos Amigos do Hospital Dona Estefânia estava um carrinho-biblioteca, desactivado e com um enorme potencial.
As partes interessadas no projecto celebraram um protocolo e assim nasceram (Fevereiro de 2005) as "Histórias de Aconchego".
Por um lado, elementos da equipa do CLIIP gostariam de continuar a exercer as suas actividades de dinamização do livro, em ambiente hospitalar; por outro lado, o H.D.E. sentia que os livros deveriam voltar a circular pelos serviços do hospital e tinham todas as condições necessárias para que tal acontecesse. Em posse da Liga dos Amigos do Hospital Dona Estefânia estava um carrinho-biblioteca, desactivado e com um enorme potencial.
As partes interessadas no projecto celebraram um protocolo e assim nasceram (Fevereiro de 2005) as "Histórias de Aconchego".
quinta-feira, novembro 10, 2005
O herói da história
A hospitalização prolongada afasta as crianças da família, da escola e naturalmente fazer desaparecer, por momentos, o mundo alegre da fantasia. A possibilidade de se identificar com as personagens, rir e de se emocionar com os contos, poesias e com as ilustrações dos livros, proporciona à criança um espaço de imaginação e brincadeira, mesmo que esta se encontre imobilizada numa cama.
O projecto "Histórias de Aconchego" no Hospital Dona Estefânia pretende ser construído todos os dias, reinventado com cada criança para que esta se torne o herói desta história. Segundas e quartas-feiras à tarde, as crianças dos serviços de Cirúrgia de Otorrino e as de Ortopedia, vão poder esquecer a sua condição de "súbdito hospitalar" e passar a ter "poder" perante esta situação. A criança pode decidir, pedir ou mandar que a mesma história seja lida ou contada vezes sem conta, que a história termine de forma diferente, que o herói tenha o seu nome ou simplesmente... que não quer a nossa presença. São momentos únicos, numa situação em que a criança hospitalizada por norma não pode dizer "não" .
Um "poder" saudável, num mundo de fantasia onde a criança pode administrar à sua vontade as proteínas e vitaminas para a cura do seu herói.
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